Chegou no Aeroporto de Aracaju no final da tarde deste sábado (16) a
mulher de 45 anos presa no Guarujá, em São Paulo, na última segunda-feira (11) cerca
de 20 anos após ter matado o namorado, um policial, durante uma briga, em
Aracaju, capital de Sergipe.
Shirleide Fernanda da Conceição Souza usava documentos falsos e foi
encontrada quando saía de casa, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, no
litoral paulista. Ela confessou o crime em depoimento.
Parentes do policial morto estiveram no aeroporto com um cartaz em
protesto, porém preferiram não conceder entrevista.
O crime, que prescreveria este ano, veio à tona novamente em 24 de junho
de 2017, quando um outro caso de homicídio foi registrado na família de
Shirleide. A partir daí, a Polícia Civil de Sergipe acabou retomando as
investigações sobre o assassinato de Augusto César Melo, que era lotado no
Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), em Aracaju.
A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) informou que ela
vai ser encaminhada para a 2ª Delegacia Metropolitana da Capital, onde ficará
custodiada.
A situação aconteceu no início de 1998. Shirleide se relacionava com
Melo, mas o casal se desentendeu. Perto de um barranco, eles iniciaram uma
discussão, que acabou se tornando uma troca de agressões. Nesse momento, ela
conseguiu pegar o revólver dele e atirou à queima roupa.
Shirleide foi apontada como a autora do crime, mas falsificou documentos
e fugiu para Guarujá, três meses depois. Usando a certidão de nascimento da
irmã, chamada Sandra, adicionou à frente do nome o complemento 'Ales'.
Desde então, passou a usar o nome Alessandra Conceição Souza, tanto no
RG quanto na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Carteira de Trabalho,
documentos que apresentou aos policiais quando foi abordada.
Há cerca de uma semana, equipes da Polícia Civil de Sergipe acionaram
integrantes do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), na
capital paulista, falando da possibilidade de Shirleide estar no estado.
Registros de digitais da fugitiva armazenados no banco de dados
sergipano foram enviados ao IIRGD, que confrontou com os registros locais e os
associou ao nome de Alessandra Conceição Souza.
As buscas indicaram que ela estaria morando em Guarujá. A partir daí,
foram realizadas diligências pelo bairro Jardim Brasil I. Foi quando uma mulher
com as mesmas características da fugitiva foi vista saindo de uma residência.
Abordada, ela mostrou os documentos falsificados, sendo detida e encaminhada à
Delegacia Sede do município.
Em depoimento, ela acabou confessando o crime, e que a documentação era
falsa. Ela detalhou como conseguiu emitir RG, CNH e Carteira de Trabalho com
outros nomes. Diante da confissão, ela acabou detida em flagrante por
falsificação de documento, prisão que foi convertida em preventiva por ser
foragida da Justiça pelo crime de homicídio.
G1
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