Com pouco mais de dois milhões
de habitantes, Sergipe possui atualmente 240.668 pessoas vivendo em extrema
pobreza. Foi o que apontou uma pesquisa encomendada pela revista Valor Econômico que
mostrou ainda um aumento significativo de pobres na capital. O levantamento foi
baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad
Contínua).
De acordo com a pesquisa, o
Nordeste foi a região que mais cresceu em números negativos relacionados à
pobreza. A mostra apontou que a pobreza extrema cresceu 11,2% no interior do
Nordeste de 2016 para 2017 e, neste período, o número de pessoas vivendo abaixo
da linha da pobreza extrema aumentou 9,2% nas regiões metropolitanas das nove
capitais do Nordeste: de 1,27 milhão para 1,39 milhão, segundo o levantamento.
Entre os estados do Nordeste,
Sergipe apareceu entre um dos destaques, já que teve um aumento significativo
de pessoas abaixo da linha da pobreza, 22% entre os anos de 2016 e 2017, o que
representa 44 mil pessoas a mais nessa faixa preocupante da sociedade.
Aracaju, por sua vez, apesar
de ser a capital do menor estado do Brasil, ficou em 4º lugar entre as capitais
nordestinas com maior crescimento de pessoas em extrema pobreza. Atualmente, a
capital possui 87.118 pessoas a mais que no ano passado.
Grandes investimentos foram
feitos no Nordeste na última década, sobretudo no ano de 2013, com a pobreza
combatida por meio de programas como o Bolsa Família. No entanto, esse tipo de
benefício teve cortes realizados pelo Governo Federal. Conforme apontou a
matéria da Valor, segundo o IBGE, o número de domicílios que recebiam o
benefício social recuou em 130 mil unidades, para 5,2 milhões de domicílios em
2017 e o governo justificou afirmando que foi reflexo da retirada de famílias
desenquadradas no programa.
O agravamento da situação,
segundo os especialistas ouvidos pela Valor, também se deu pela redução dos
postos de trabalho, agravada pela crise econômica.]
Jornal da Cidade
