Na capital, a direita conta com uma série de pré-candidatos que têm altas chances de chegar ao segundo turno. Entre os nomes mais destacados estão Danielle Garcia (MDB), Emília Corrêa (PL), Fabiano Oliveira (PP) e Yandra Moura (UB), que representam diferentes facetas da agenda conservadora.
A delegada Danielle, junto com Fabiano, tem conseguido simpatizantes de centro-direita. Ambos têm mostrado um crescimento significativo na disputa interna do grupo liderado pelo privatista governo de Fábio Mitidieri (PSD), podendo quebrar o acordo inicial de apoiarem o provável indicado de Edvaldo Nogueira (PDT), Luiz Roberto (PDT).
A vereadora Emília Corrêa é a mais forte dentre os citados. A parlamentar conta com o apoio de conservadores, parcela significativa de evangélicos e dos bolsonaristas, apesar de enfrentar desafios para ganhar a confiança dos fiéis escudeiros de Jair Bolsonaro (PL) devido ao seu posicionamento tímido em relação ao ex-presidente.
Já Yandra absorve o anti-Lulismo em função da participação direta de André Moura (UB) no impeachment de Dilma Rousseff (PT), no entanto, enfrenta dificuldades para conquistar os bolsonaristas que propagam slogans como “Deus, pátria e família”. Essa resistência se deve à imagem de seu pai e líder estar fortemente associada a casos de corrupção.
Enquanto isso, o PT, partido que busca barrar a ascensão da direita na capital, tenta unir uma frente ampla de esquerda, com demais siglas, movimentos sociais e populares para um possível confronto no segundo turno. Nesse cenário, é provável que a disputa seja entre Emília ou Yandra contra Candisse Carvalho (PT).
Fonte: Revista Realce
